quinta-feira, 26 de maio de 2011

dia 12 - 25/05 - Santiago

Santiago é uma cidade grande, muito; acho que o único pueblo chileno que se pode chamar de grande.




Chegamos à cidade em meio a conturbados protestos que tem agitado algumas cidades chilenas. Trata-se da mobilização contra a construção das hidroelétricas na região de Aysén. Passei por lá na viagem de janeiro de 2010. Muito linda. Na época já havia por lá protestos contra a construção das represas. O tempo passou, elegeu-se outro presidente e a data se aproxima. Os protestos tem recrudescido, com violência e feridos, num misto de nacionalismo (a empresa tem capital italiano) e ambientalismo. Ao olhar para as fotos de Sete Quedas que por mim não passaram (não citando Drumond) fico a pensar nas difíceis escolhas.



Só fico me perguntando de onde vai tirar energia o Chile? Não chegamos a presenciar os protestos mas podemos notar um maior policiamento de controle de distúrbios com veículos e cavalaria.


Mas voltando à cidade caminhamos muito. Subimos o Cerro Santa Lucia que estava fechado por conta dos terremotos em março do ano passado quando estivemos na capital Chilena. Muito bonito e vale a caminhada até seu topo.






A Su aproveitando uma folga nas “equipagens” conseguiu fazer umas comprinhas.



Muitas igrejas, praças e monumentos.





Descobrimos que o San Martin está para o Chile como o Artigas está para o Uruguai. Tem estátua em todo canto e cidade. Particularmente gosto de estátuas eqüestres e faço muitas fotos. A modernidade não nos deixa mais novas estátuas assim, bronze é muito caro e não existem mais heróis a cavalo.

Outra coisa que impressiona no Chile e em Santiago em particular pela quantidade são os cuscos soltos nas ruas e são grandes os guaipecas aqui e muitos com raça bem clara.



Hoje jantamos no hotel, comida básica mas acompanhada de uma Grand Torobayo!



deslocamento do dia 15 km, a pé!
a ruiva ficou na garagem do hotel repousando.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

dia 11 – 24/05 – La Serena a Santiago

Aproveitamos bem a boa cama e saímos tarde. Partimos de Coquimbo e voltamos a La Serena onde a Su deu um rápido passeio pelo belo centro da cidade. Ficou com vontade de conhecer mais da bela cidade mas estávamos sem tempo para chegar ao objetivo do dia.



Ficará para uma próxima visita explorar La Serena. Na passada demos um rápido giro pela velha Coquimbo com sua Mesquita e Cruzeiro que se destacam na paisagem da cidade num claro exemplo de que a diversidade pode conviver em mesmos espaços. Uma lição para todos, já que não se nota na cidade qualquer tensão nas ruas além das placas de alerta sobre Tsunamis.




A estrada foi sem muitas emoções e a moto se comportou bem como sempre. De destaque consegui uma foto numas das poucas placas da Via Panam que existem na rodovia. Um velho sonho de integração continental que hoje acontece pela insistência de alguns audazes motociclistas.



Ao final do dia chegávamos às portas de Santiago com seu movimentado trânsito metropolitano.



mais uma bela imagem da cinegrafista da equipe

Deve-se atentar à navegação do GPS pois são feitos longos percursos em túneis onde pode se perder uma entrada que resultará em longa volta pelas vias expressas santiaguinas!
Nos dirigimos ao velho e confirmado Íbis.



deslocamento do dia 485 km
total da viagem 4396 km

terça-feira, 24 de maio de 2011

dia 10 – 23/05 – Copiapó a La Serena

Bom mesmo o hotel Chagal. Nada a reparar, somente elogios. Cama, desayuno, wi-fi, silêncio, garagem, atenção dos empregados e a Su ainda teve sua banheira.
Mais um abastecimento Petrobrás e pegamos a estrada.




Em Vallenar encontramos Rafael e Valéria, de Ubatuba/SP. Eles tiveram problemas com sua G650, luz de óleo acendendo, mas estavam de bom astral. Posso estar enganado mas esse casal também vai longe. Sua primeira grande viagem internacional certamente é só tudo isso: a primeira. A eles nossos votos de sucesso e muitos quilômetros!




Seguimos viagens pelas rutas um pouco monótonas, mas minha camerawomen, navegadora pendura conseguiu encontrar as belas flores no deserto. Definitivamente novos ares a uma viagem; ares que certamente eu nunca tomaria.





Chegamos a La Serena e fomos olhar alguns hotéis.






Acabamos acatando a sugestão do amigo Alexandre Aggens e ficamos no Hotel de La Bahia, da rede Enjoy. Se o de ontem foi bom e tinha espaço para festa hoje o conforto era ainda maior e com vista linda para o mar.



Não somos pessoas dados a luxos mas as vezes um pouco de conforto em baixa temporada é viável!

Caminhamos um pouco e fomos almoçar no Tio Coco: um ceviche maravilhoso.
Fica próximo à colônia de pescadores e está aprovadíssimo.




No caminho não podemos deixar de notar as placas indicando as rotas de fuga para o caso de Tsunami. Uma preocupação, agora, real para os irmaõs chilenos.



Voltamos caminhando pela areia para depois aproveitar um pouco do Spa do Hotel: piscina, sauna.
No final da noite tentamos a sorte nas máquinas slot do cassino. Usamos para isso os créditos recebidos no check-in do hotel.



É parceiro a primeira dose é grátis!!! Mas nos limitamos a ela e voltamos ao quarto sem ficar ricos e também sem gastar um centavo.
Mais uma Grand Torobaio para finalizar o dia com chave de ouro.



deslocamento do dia 362 km
total da viagem 3911 km

segunda-feira, 23 de maio de 2011

dia 9 – 22/05 – Antofagasta a Copiapó

Acordamos tranqüilos com a vista da praia. E nos preparamos para sair.



Um abastecimento no Petrobrás e uma volta pela beira mar que aqui se chama Grécia, uma parada na bela Capela Militar com sua missa dominical e seguimos a viagem porque a estrada era longa.



A parada seguinte era extremamente significativa. La Mano del Desierto.



Há alguns anos estive com a Su em minha primeira viagem internacional de moto na outra mão deste gigante enterrado sob a América, localizada em Punta del Este, Uruguay.Estive aqui um ano atrás sem ela, mas agora o ciclo se completava com ela também.



Ela está pegando quilometragem e já te, direito de contar algumas mentiras no meio motociclístico!

Antes de Chanaral existe uma serra bem divertida fora que a vista logo após a cidade a vista do mar estava muito bonita, com o pacífico nos recebendo de novo depois de tantas retas e desertos.





Fora isso auto estradas em implantação e novos pedágios a caminho.
Com essas duplicações deve se tomar cuidado quando se vai em direção sul. Os dois postos El La Caldera ficaram do sentido norte da ruta 5. Por conta disso o acesso é impossível. Se precisar de mais de 4 ou 5 litros para chegar a Copiapo entre na cidade e abasteça.
Chegando a Copiapo o único hotel no GPS (Mapear e Conosur), o Mary estava lotado.
Fomos para dentro da cidade e encontramos outros, todos igualmente caros. E alguns menos dispendiosos mas muito fracos. Escolhemos o Chagal. Muito bom mesmo com um quarto que se pode dar festa.




Jantamos em um restaurante Chinês muito legal também, na esquina da Copayapu com 3 Puntas, a 4 quadras do hotel.



O impressionante em Copiapo é a quantidade de caminhonetes das mineradoras rodando. No Mary havia uma frota de Amaroks vermelhas zeradas.
A estrada estava boa e como nos outros dias se viu muito pouco motos na estrada

deslocamento do dia 581 km
total da viagem 3549 km

domingo, 22 de maio de 2011

dia 8 -21/05 – San Pedro de Atacama a Antofagasta

Acordamos sem pressa. Nos despedimos da Sra. Cláudia, gerente do Hostal Katarpe. Recomendamos o estabelecimento tendo em mente que o foco está fora, em SPA e suas atrações. SPA é uma cidade cara e facilmente se chega à casa dos US$ 200,00 no preço do alojamento. Katarpe tem boa cama, café da manhã, calefação individual, solarium com livros e bebedouro à vontade, água quente farta, gerador e boa internet e uma gerente pronta a resolver os problemas. Fica na Atienza duas dezenas e metros antes da Caracoles. Ah, importante, a moto fica no pátio do hotel, na frente do quarto.
A estrada para Antofagasta começou com o até logo do Lincancabur seguido da vista do salar de Atacama.



Tentamos a sorte em Chuquicamata, mas efetivamente as visitas à grande mina de cobre da Codelco somente ocorrem durante a semana com agendamento prévio. Seguimos então, após abastecer , diretamente para Antofagasta.



No caminho muitas ruínas das salitreiras, uma espécie de petróleo de antigamente. Chile Peru e Bolívia travaram a guerra do Pacífico por território com estes recursos. Sei que hoje o cobiçado território e produto estão ali: jazendo abandonados.




Em Antofagasta acabamos escolhendo o Ibis: bom preço e serviço sem surpresas. Vale ressaltar que o hotel foi inaugurado em novembro de 2010e não consta de mapas para GPS.
Uma caminhada pelo calçadão e tivemos dificuldade para encontrar lugar para almoçar. Até mesmo o Mac’Donald’s 24 horas estava fechado.



Continuamos nossa caminhada e chegamos a uma excelente surpresa da viagem, as ruínas de Huanchaca, construída para processamento de prata boliviana e em cujo terreno se encontra o Museo del Desierto do Atacama. Muito bem montado prendendo fortemente a atenção dos passageiros. História natural e história da região são o foco. Vale, e muito, a visita.



ala sobre observação do céu, privilegiada no norte atacamenho


veículo para exploração marciana desenvolvido no Atacama pela Nasa em conjunto com a Universidade do Chile e a Carnegie Mellon University



Pela noite compramos picles, queijos , frios e torradas e bebidas para levar ao hotel.
Muito bom saborear uma Kunstmann Grand Torobaio.




deslocamento do dia 351 km
total da viagem 2968 km

sábado, 21 de maio de 2011

dias 6 e 7 - 19 e 20/05 – Sob a sombra de Lincancabur e as bençãos de Pachamama em SPA

Acordamos às 4 da manhã para ir para o gêiser de Tatio. Acordamos, esperamos por uma van da operadora de turismo e nada. Não apareceu o pessoal da agência para nos levar. Voltamos para a cama pois nada podia ser feito àquela hora.
Depois do café me dirigi à agência, que reconheceu o erro e fez algumas propostas para indenizar o erro. No final “arreglamos” que o dinheiro do passeio, pago com cartão de crédito, seria devolvido e faríamos o passeio de graça. Nada reporia o tempo perdido e assim foi a melhor solução, mas teríamos que ficar mais uma noite em São Pedro de Atacama – SPA – para fazer os passeios programados. Achei razoável a solução, afinal, ao fecharmos os passeios aconteceu falta de luz na cidade, o que nem foi usado como desculpa mas ao meu ver foi o principal fator causador do problema.
Resolvido a questão fomos conhecer o trabalho iniciado pelo padre Gustavo La Paige, o museu de SPA. Uma visita que não havia feito e que se revelou muito bom para conhecer a cultura e a formação da população atacamennha. Almoçamos e fomos nos preparar para o passeio aos vales da Lua e da Morte.





As paisagens são alucinantes, mas senti falta de observar o por do sol do alto do morro em frente ao “Stadium”.



O acesso foi fechado pela comunidade que administra o parque.
De qualquer maneira apreciar o sol baixar com a vista do salar do Atacama foi esplendoroso.




Na volta jantamos no Adobe que dessa vez, diferente da última estadia, não apresentou nenhum problema. Acho que a baixa temporada não deixou os poucos garçons sobrecarregados. A comida estava boa.
No dia seguinte nova alvorada às 4h00 e dessa vez a van da agência apareceu. A estrada está com muitas costeletas e todas as vibrações, todas, se transmitem para você. A van é pequena e todos os lugares estão ocupados.




Na chegada ao parque pagamos o ingresso e tomamos um café da manhã, simples mas servido à vontade. Caminhamos entre os gêiser e ouvimos as explicações da guia. Muito bom ver a Suzete encantada mesmo debaixo de uma temperatura de -16 C.




Dessa vez lembrei de levar luvas e ainda a sunga. Sim existe um poço onde se pode banhar. Mas isso é para os mais valentes somente, quase uma prova do IBA. Hehehe.



Chegado o momento consegui coragem para o revigorante banho. Muito, muito boa a integração com a mágica natureza do lugar. Viva Pachamama!!!



Dali fomos ao “poblado” de Machuca, povoado montanhês que cria Lhamas. Do ano passado para cá recebeu algumas melhorias como novas casas e instalações elétricas de alto padrão.



Mas estas não foram as únicas mudanças: a população recebeu imigrantes bolivianos que aceitam aquelas duras condições de vida. Sim, o churrasquinho de lhama, os chás e empanadas são preparados por bolivianos.




Nada contra eles mas a pureza do local também está se cambiando. Bacana é a pequenina Alice que estava fazendo quatro anos no dia de nosso passeio.
Retornamos a SPA pelo meio dia. Almoçamos e ficamos passeando pela cidade curtindo seu clima. Fiz as últimas tentativas de conseguir o seguro para o Peru, mas definitivamente, depois de entrar e sair algumas vezes da programação o Peru estava fora.
Isso tirou as novidades da viagem. Mas o caso era continuar aproveitando.
O dia foi maravilhoso. É isso que viemos buscar aqui: Pachamama.



Quanto à questão de ir com uma agência é uma escolha. É viável fazer os passeios de moto. Sim, até encontramos motociclistas por lá, todos solos e sem bagagem.



Mas como só andamos equipados e isso tira um pouco do conforto para poder aproveitar as paisagens, fora que trafegar na terra com passageiro sem pneus adequados é um risco maior. Preferimos o conforto e evitar o risco. Sozinho eu provavelmente faria de moto, inclusive quem quiser tenhos os tracks disponíveis, mas essa não é a condição desta viagem.